domingo, 9 de maio de 2010

O paradoxo de acreditar em almas gêmeas quando não se acredita em almas é tão ridículo que me faz rir. É algo como funcionalismo público, perde o sentido quando as pessoas param de se esforçar, e começam a ficar ali só matando tempo e aumentando gastos. Ou como a busca do Santo Graal, fora a probabilidade mínima de achar, mesmo se achar como ter certeza de que realmente é real?
No entanto, o paradoxo estrangula quando não se pode consegue esquecer alguém que te marcou com ferro quente. Quando mesmo depois de todos os erros serem cometidos; todo o drama mexicano, o vazio iraniano, o estresse americano, a amargura japonesa, a solidão alemã, o samba brasileiro. Mesmo assim, lhe sua as mãos e lhe vira o estômago, e principalmente, te aperta a certeza de que nunca vai esquecer ou superar aquele sorriso que te fez tocar o céu.

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